sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Irresponsável

Eu amo o Obeso.

Eu gostaria de lembrar como conheci esse filho da puta, mas tava tão bêbado e tão impressionado com uma mulher que simplesmente não lembro dele na madrugada de 11/02/2011.

Eu gostaria de lembrar muita coisa. Ainda bem que tem os Obesos da vida com o coração grande o suficiente pra lembrar de tudo por irresponsáveis, como eu.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Desistência

Quinta-feira (que pra mim é sexta, pois amanhã rola um feriadinho bem pegado!), disparado o melhor dia da semana. Hoje vim falar quase sozinho (quase, porque sei que o amigo Tiago me lê) sobre o momento em que o cara perde a fé nas coisas.

Esses dias estava conversando sobre religião e sobre como isso influencia as pessoas, e cheguei a uma conclusão - pessoas aderem a uma religião pra terem algum motivo pra viver. Isso é errado? Claro que não! Pessoas fazem o mesmo com a bebida (fiz isso de um ano pra cá), com música (fazia isso quando era mais novo), com carros, com programação, enfim, com qualquer atividade. O que me chamou a atenção foi o fato de precisarmos disso.

Qualquer bicho produzido pela mãe natureza só tem a finalidade de nascer, comer, reproduzir-se e morrer. Porque com a gente seria diferente? Não é! Estamos aqui de passagem. Tanto faz as faculdades e diplomas que temos, os tragos homéricos que tomamos e o quão bem tocamos algum instrumento. Tanto faz o amor que sentimos por outros, tanto faz ser importante, tanto faz se importar. Tanto faz considerar nosso gosto musical melhor, tanto faz se achar o sabidão por estudar uma coisa ou outra. Tanto faz.

Enfim, essa enrolação é pra dizer que quando o cara se liga nisso, acabou. Nascemos (por egoísmo dos nossos pais, que queriam ter um brinquedo a mais em casa), crescemos e vamos morrer. Não tem nada de especial nisso.

Já ouvi por aí que pessoas se agrupam e criam laços por necessidade e achei um absurdo. Quando parei pra pensar melhor e vi que isso é verdade, tudo perdeu a graça.

Como diria o cara do filme Into the Wild, "happiness only real when shared". Ele se isolou de todo mundo como queria, fez o que queria e se fudeu morrendo no Alasca. Me dou a liberdade de viajar (afinal, esse é o meu blog) e dizer que essa frase não fala sobre solidão, e sim sobre insignificância e dependência. O cara deve ter caído na real que a existência dele é insignificante pra mãe natureza e que a única forma de seus feitos e sentimentos serem apreciados é ter humanos por perto pra ver e discutir isso. Nossos sentimentos dependem de outros humanos para ter valor.

O motivo da natureza (nascer, reproduzir e morrer) não é suficiente pra nós, racionais. Precisamos de algo a mais. Poderíamos definir felicidade como "Tenho algum motivo fake pra viver - como religião, trago, casamento, trabalho ou qualquer outra coisa - e estou vivendo de acordo com isso corretamente". Tudo o que sentimos é pequeno e inútil, simples assim.


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Life tests don't lie

Tchêêê, que estreia bem massa de TAHM! Quero só ver o que ux cárax vão fazer pra manter a série engraçada. Vou sentir MUITA falta do mestre Charlie Sheen!

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Não é que eu sinta vontade de encher a cara de tempos em tempos. Na verdade, eu "caio na real" de tempos em tempos, e isso acaba com meus dias. Apesar de ser maluco, sempre fiquei feliz conseguindo tranquilidade e estabilidade, e de um longo tempo pra cá fixei a idéia de que a tranquilidade é algo que nunca mais vou recuperar.

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Finalmente consegui dar algum andamento no meu TCC. Tenho enormes dificuldades de concentração e aprendizagem (alguns chamam isso de burrice), e realmente tava apanhando pra aprender a usar algum framework (algo que só facilitaria minha vida). No fim das contas, descobri que um outro pessoal da turma ia fazer na mão o projeto, então resolvi fazer o mesmo. Finalmente está fluindo!

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Ninguém consegue paz sentindo-se pequeno, burro e solitário. Basta observar. E esse sentimento não se elimina com feitos importantes, estudo e companhia, mas com algo que eu simplesmente não entendo.

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7 anos de Lost!!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

22/07/2011 e lá se vai o disco voador

Pois é, hoje foi o último dia de trabalho do meu irmão Pitty Vergara na DTIC. Segunda ele está indo pra Porto Alegre pra ajeitar as coisas até o dia 1°, quando começa a trabalhar em outra instituição, como programador. O objetivo aqui é contar um pouco da minha história com ele.

Não lembro de quando conheci o Vergara, mas já o conhecia de vista do CEFET-RS quando fizemos o primeiro módulo do TSI, no segundo semestre de 2005. Ao contrário do que fiz na minha primeira turma (2005/1), que foi evitar amizades ao máximo), nessa segunda oportunidade abri mais o coração e fiz grandes parcerias, e daí criei algum vínculo com o Pitty.

Sobre o TSI há algo importante de ser lembrado: no início do terceiro semestre, onde se começava a estudar PHP, a professora caiu de uma calçada e quebrou sei lá o que no pé. Não se contratou substitutos, e no fim das contas o Pitty ensinou PHP pra galera toda, sem ganhar um real e sem reclamar de nada. Além de resolver os próprios problemas no projeto, ajudou os demais a resolver os seus.

No segundo semestre de 2007, rolou um concurso pra técnico e analista de TI no ainda CEFET-RS e uma galera fez. Nessa galera, havia um monte de maluco com cara de nerd e um monte de gente que fazia um esforço pra parecer sabidão. O Pitty, sempre na dele, foi pras cabeças e passou em primeiro. Na hora de trabalhar, botaram o Pitty na manutenção, pra instalar impressoras e tudo mais. Belo destino pro único cara da minha turma que se formou sabendo programar...

No fim de 2008, teve boatos (pohãn!) de que iam chamar o quarto (eu) e o quinto colocados do concurso, o que abria uma janela pro Pitty sair dessa enrabada. Como eu curtia redes, poderiam me colocar onde ele estava e mandar ele pro desenvolvimento, onde também estavam precisando de gente. No fim das contas, eu fui pro desenvolvimento e ele seguiu se fudendo com impressoras, servidores e fontes queimadas.

O Pitty e o Anderson (ex-funcionário do CEFET) viraram meus ajudantes - tirei várias e várias dúvidas com eles, trocava idéias sobre os códigos e de como fazer as coisas do melhor jeito possível. Aprendi o pouco que sei de programação com esses dois. Peguei gosto pelo lance. Era legal ir fazendo as coisas, resolvendo problemas, melhorando um pouco as merdas existentes, conversando com os guris. Sentar no CMR e discutir algo com o Vergara tomando um chimarrão era muito bem bolado. Good times.

Em 2010, foi necessária uma reestruturação do setor em razão da transformação do CEFET-RS e outras escolas em IFSul, e pra isso se criou uma diretoria de TI. Precisavam de gente pra montar isso. O que se comentava nos corredores é que quem fosse pra diretoria iria se fuder muito, pois seriam poucos para muito trabalho num ambiente sem estrutura nenhuma. Ninguém queria ir pra diretoria. Acabamos indo eu e o Pitty.

Fiquei muito de cara por ter sido movido do meu setor sem ter sido consultado e reclamei com todo mundo que podia. A única coisa me mantinha mais tranquilo era ter a companhia do Pitty. Tenho consciência de que deveria ter ajudado mais o Pitty, que acabou acumulando as tarefas administrativas e de infraestrutura, enquanto eu segui programando "na marra". Estarei devendo essa enrabada pra ele pelo resto da vida, embora tenha tentado colocar ele no desenvolvimento até pouco tempo atrás. Quando vi que minhas tentativas de sair daqui não iriam adiantar, comecei a usar toda minha energia e poder de incomodação pra trazer ele pro desenvolvimento, pois sabia que isso iria dar um pouco de prazer profissional pro cara. Infelizmente isso não deu certo, ele fez outro concurso e está saindo pra programar.

Esse texto não tem coesão nenhuma, mas a falta de aptidão/conhecimento pra escrita não me impediria de registrar o quanto admiro o meu amigo Pitty. Ele sempre esteve disponível pra me ajudar e ajudar qualquer um, em qualquer horário ou situação. Esteve nas duas vezes em que caguei a base do sistema de pedidos, quando meus scripts estavam lentos, quando precisei de companhia pra almoçar. Me ouviu reclamando 1 milhão de vezes depois do almoço, fumando um cigarro no jardim. Me tirou de briga em boteco, mesmo estando duro do trago. Foi o primeiro cara pra quem contei da minha namorada, no dia seguinte ao primeiro beijo. Me ouviu e demonstrou alegria pra cada pequena conquista que tive nos ultimos 2 anos. Me ouviu e teve paciência pra ouvir os lamentos sobre cada derrota nesse período.

Eu nem deveria estar tão triste, afinal ele vai estar direto aí nos finais de semana e vai sair daqui pra fazer algo que vai deixá-lo feliz. Estou feliz pelo meu amigo. Mas nessas horas de despedida, bate aquele egoísmo, a vontade de que ele não vazasse. Vai ser mais sem graça subir na parte de infra e não ter o brother lá, curtindo música estranha com os fones de ouvido.

Boa sorte na nova fase, Piter. Vou ficar torcendo daqui =D

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Happiness only real when shared

Há alguns meses atrás (ou um ano, minha memória impede contas exatas), quando eu realmente chutei o balde, eu estive bem pior.

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Acabou minha paciência com o trabalho e a faculdade. Detesto demais isso. O mais incrível é que, com 26 anos na cara, não existe nada que eu goste de fazer. E o que mais me irrita é ver o trem de todo mundo seguir andando enquanto o meu ficará parado, pegando ferrugem (egoísmo?).

Sem opções de diversão. 

É fácil pra qualquer um dizer "Quié isso, brother! Tem tanta coisa pra ser feita!". Não tem.

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Serão loooooooooongos anos de trabalho, bebida e fiasco. Viver alguns intervalos de faceirisse, depois fazer a casa cair. Provocar decepções e cravaços, depois me lamentar e esquecer isso com cerveja e baixo. Tomar alguns cravacinhos eventualmente, mas todos serão merecidos. Depois me aposentar e curtir os efeitos de uma vida de pouco sono, muita comida ruim e muita cerveja. Sem filhos, se tudo correr como o planejado.

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O cara simplesmente queria algo, mas nem sabia o que era. Fez merda, vivia se lamentando por se responsabilizar pelos outros, querendo consertar coisas e tal. Let it go, Jack: http://www.youtube.com/watch?v=yuRSSGJQHu8